segunda-feira, 17 de setembro de 2007

"Eu faço Economia na ESAG"


Olá nobres Coleeeegas!

Hoje escrevo esse artigo sentado numa cadeira estofada de nosso fantástico NPD (Núcleo de Processamento de Dados). É difícil se concentrar aqui, principalmente quando temos coleeeegas digitando tão rapidamente em seus Messengers que parece que a tecla de espaço vai sair voando. Mas enfim, como poucos sabem, falaremos da inclusão do curso de Ciências Econômicas na ESAG.

As inscrições do vestibular já estão abertas para esse curso, que dividirá espaço e estrutura com os outros dois cursos da ESAG e principalmente, compartilhará da marca ESAG com todos alunos e formados de nossa Escola. Ou seja, a inclusão da Econômia irá influenciar bastante nossas vidas.
E como a ESAG não consegue conectar as entidades, os alunos e a direção num só objetivo, fico receoso quanto às Ciências Econômicas. Não que seja contra sua abertura, até porque seria leviano de nossas partes tentarmos barrar novos cursos no ensino superior. Mas é que, olhando para escolas concorrentes como a FGV e a IBMEC de São Paulo, que sabem ser uma entidade só, um núcleo de conhecimento e compartilhamento de idéias, independente do curso, a ESAG pode patinar quando da entrada dos calouros.

Nós, que somos essa Instituição, não fomos informados de maneira eficiente e nem conscientizados da importância dessa abertura. Caso algum interessado no curso pergunte sobre a nova oportunidade, tenho certeza que mais de 97% dos alunos não saberiam responder. Fora que não vejo uma movimentação grande dos responsáveis pela Economia se mexendo, criando projetos para que ela já surja forte e respeitada.

Conversando com os colegas Garibalde e Leandro (Adm. Pública) chegamos à conclusão que esse projeto demorará em ganhar credibilidade no meio. Isso porque a maioria dos inscritos no vestibular serão de aventureiros, que acham uma chance de se formar sob a tutela da ESAG ou de complementar seus estudos de outra universidade. E isso foi corroborado pelo Representante Estudantil no departamento de Economia da ESAG, o Toiso (Fabiano Rosa) que diz que é consenso entre os idealizadores que apenas no médio prazo a curso terá credibilidade e um vestibular realmente concorrido. E isso levaria de quatro a cinco anos.

Quem está à frente do projeto, como o Professor Lisandro FI-IN-SHI e o mestre Tramontin deveriam estar mais presentes junto às entidades da ESAG (DAAG, ESAG JR. NIPE, ATLÉTICA) para que essas possam abrir espaços nos projetos a fim de que os Economistas participem, desde a primeira fase. Poderão ser consultores da Esag Jr. e conseguir bolsas no Nipe? Terão algum núcleo de troca de idéias e informações?


Participação essa que, na minha humilde visão, será fundamental para agregar conhecimento e valor a toda cadeia produtiva da ESAG. O curso de Economia Empresarial da ESAG terá um enfoque dinâmico e não tanto científico o que formará profissionais prontos para atuar num mercado globalizado de maneira eficiente e profissional. Aproximadamente 52% do curso será compartilhado com a Administração da ESAG, o que produzirá boas discussões em sala e durante os eventos, como a Semana Esaguiana.

Além disso, o retorno de egressos poderá ser imediato, e para esses, o curso levará de quatro a cinco semestres. E essa é uma forte aposta do “board” do curso para que seja mais respeitado, tanto no meio acadêmico quanto empresarial. Que voltem à ESAG então!

E você, o que achou do novo curso? Acha que foi implementado de maneira correta??? O que pode melhorar?


Mais informações: http://www.esag.udesc.br/cursos/graduacao/economia

11 comentários:

Daniel Scortegagna Pagani disse...
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Daniel Scortegagna Pagani disse...
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Daniel Scortegagna Pagani disse...

Hoje pude participar da primeira reunião do CONCENTRO onde uma das pautas em questão foi à reformulação do currículo que havia sido elaborado em 2005.
Posso adiantar que o curso terá como “cerne” de seu currículo à ênfase em Finanças, o que se diferencia do curso de economia da UFSC onde formam economistas políticos. Na ESAG serão formados economistas voltados para o meio empresarial, mais especificamente à área de finanças e comércio exterior, áreas em que a Administração Empresarial esta deixando a desejar, podendo o aluno da empresarial e publica cursar tais disciplinas se acharem cabível para sua carreira profissional.
Nas palavras do Pró-reitor de Planejamento da UDESC, professor do curso de administração publica e membro do concentro, Arlindo Rocha, este salientou que o currículo do curso esta muito bem estruturado e que não será um curso fácil de cursar, o nível de exigência será elevado. A ESAG deve urgentemente divulgar a importância do curso de administração publica e economia para todo o nosso estado e, assim, aumentar a demanda por ambos os cursos. Espero que isto já esteja contido no lendário Plano de Marketing que vem sendo elaborada por nossos professores. Concordo com o Felipe quanto à posição da Direção da ESAG não informar aos acadêmicos quais são os motivos da implementação do curso e qual sua importância para nossa escola (colocarei como pauta para o próximo concentro).
Minha preocupação esta relacionado a INTEGRAÇÃO entre os acadêmicos. A FGV e IBMEC sabem ser uma entidade só, um núcleo só pelo discernimento dos próprios acadêmicos e, principalmente, dos acadêmicos inseridos nos órgãos institucionais como Diretório Acadêmico, Empresas Juniores dentre outros. Por lá, o objetivo destes órgãos é melhorar e incentivar o desenvolvimento profissional dos acadêmicos por meio da integração de todos os cursos. Na GV isto se dá por estes órgãos institucionais, onde em meio a uma consultoria, um projeto e até mesmo no dia a dia da empresa jr., do diretório, da atlética, acadêmicos de diferentes cursos trocam idéias, conhecimentos e experiência frente a um problema a ser solucionado ou ao conceber um novo projeto. Isto lhes da uma visão diferenciada, cada um expõe sua visão acerca de um assunto, ou seja, a visão do economista, do administrador publico, do privado, do direito empresarial.
Aqui na ESAG esta faltando “maturidade” por parte de muitos acadêmicos e do próprio diretório ao reprimir e não incentivar a participação e integração dos acadêmicos de administração publica, o que poderá se repetir para nossos futuros economistas. Precisamos atuar todos em conjunto, acabar com historia do patinho feio de que ESAG é somente Empresarial.
Sou a favor do curso, mas os idealizadores precisam informar os Esaguianos da importância do curso!

Felipe Pimentel disse...

Grande comentário Daniel!!!
Obrigado pela sua ótima contribuiçao, continue assim!

Unknown disse...

Pô Pimenta, 97% ??? De onde esse exato número surgiu? rsrs... (parece o Rogini).

Mas cara, concordo com o exposto aquí. De onde surgiu a idéia do curso de economia? Quais seus objetivos e justificativas?
Até acho q será muito legal o curso, mas se eu não sei responder essas perguntas, pq vou implantá-lo?

De qualquer forma, pelo currículo, acho que se fosse hj eu faria o curso de Economia, com certeza! Pq em disciplina de cálculo num tem enrolação, ou estuda ou não passa (o oposto da adm empresarial). O Arlindo manda muito bem!

Pagani, cutuca esse concentro aí e nos traga informações, tamo mesmo precisando.

abs

Gabriel Geller disse...

Aposta rápida, pra que os bons de memória cobrem depois: acredito que após 3 vestibulares a concorrência já estará acima de 10 pra 1.

A sociedade catarinense demanda um curso de economia mais conectado com a realidade do século atual, demanda esta que a UFSC não tem suprido.

Unknown disse...

Eu concordo com vc Geller. Tenho convicção de que esse curso vai bombar, porém a nossa discussão é sobre a integração dos alunos da esag com as propostas de ensino da direção e seus planos futuros para nossa escola.

Gabriel Geller disse...
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Gabriel Geller disse...
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Anônimo disse...

Galera li meio por cima os comentários, mas eu acho que a iniciativa de criar um curso deste é muito válida, mesmo que tenha problemas de divulgação do mesmo, debate na esag, etc.

Colocar o curso em funcionamento acho que era o item mais difícil deste processo, e este passo foi dado.

Abraco,

Jonas

Anônimo disse...

Acho muito pertinente essa discussão. Até então, o que temos de informação sobre o curso é o que está disponível no site e o que "pegamos" através de conversas rápidas com professores e a direção.
Como o Pimentel disse, esse curso terá reflexos para todos os esaguianos. Porém, nós estamos tão perdidos a respeito do novo curso quanto as pessoas que vão prestar esse primeiro vestibular.
Que tal juntar essa galera interessada em conhecer mais do curso de Economia com os professores idealizadores e a Direção? Poderia ser feito algo assim no auditório, para que seja explicado a respeito da criação do curso, "de onde surgiu a idéia", de suas necessidades, de como integrar os alunos logo de início nos projetos e atividades desenvolvidas na ESAG, etc, etc.
Acho que seria uma idéia interessante!
Um abraçoo!