
Olá Nobre Coleeeeegas da ESAG.
Que semana complicada tivemos não? Provas e trabalhos remarcados por causa da Semana Esaguiana. Tragédias rodoviárias no Oeste e bolsa com grande volatilidade. Renan Calheiros, Playboy da Monica Veloso e CPMF. Oktberfest, show do Akon, feriado chuvoso. Muitas coisas aconteceram nessa semana, por isso, a falta de artigo. A ESAG de vez em quando prega essas peças em nós. Numa semana calmaria, na outra, duas ou três provas seguidas. Espero que todos tenham sobrevivido.
Na VEJA dessa semana, há uma crônica interessante sobre Estágios. Recomendo a todos a leitura, porque aborda os temas mais discutidos sobre a nova lei dos Estágios, que tramitam nas casas da vergonha do Brasil. Acredito que vocês, coleeeegas Esaguianos, bem informados e cosmopolitas (que já cruzaram a ponte) sabem o teor da lei e por isso vou apenas compartilhar com vocês minha limitada visão sobre o tema.
Essa lei busca acabar com a exploração do estagiário e a sua utilização como mão de obra barata em processos de pouco interesse e repetitivos para a empresa. Tirar fotocópias, montar apostilas, pagar contas e descontar cheques no banco. Na teoria, é uma grande lei, porém na prática pode afastar a oportunidade de um universitário, no caso da ESAG, um Esaguiano, conseguir sua oportunidade de entrar no mercado de trabalho.
Mas nós, poderosos ESAGUIANOS, não merecemos fazer coisas rotineiras nas empresas, horas extras sem ser remunerados, dizer sim e abaixar a cabeça todas às vezes para o “patrão”, desperdiçar nosso grande potencial criativo e produtivo, certo? Errado!
Ouço muitos alunos, principalmente os mais novos, comentando que preferem ficar parados a trabalhar num lugar assim. Preferem viver da mesada a receber R$290,00 reais semanais, mais vale refeição (que piada...). Preferem se “dedicar aos estudos”, como se na ESAG estagiar e estudar (com qualidade) fosse opções excludentes.
Na minha visão, o mercado familiar e amador das micro e pequenas empresas de Florianópolis favorecem a utilização de nós, escraviários. Poucas são as chances de fugir de uma empresa assim, principalmente nas primeiras oportunidades. Mas toda oportunidade é uma “oportunidade” e estamos desperdiçando a chance de mostrarmos como a ESAG é realmente diferente. Desperdiçando a chance de sermos os melhores tiradores de fotocopias, montadores de apostilas e “office boys” de luxo do mercado. Desperdiçando a chance de fazer a diferença.
Estamos de salto alto, deixando essas vagas para outros universitários. Deixamos assim de começar de baixo, com humildade. Deixamos de conhecer como é ser subordinado e isso com certeza refletirá na forma como trataremos um, quando formos chefetos. Deixamos de praticar a humildade e saber que, letrados ou não, a maioria dos empresários tem décadas de experiências, erros e acertos práticos na nossa frente. Somos sim almofadinhas que queremos começar nossas carreiras discutindo estratégias e liderando equipes. O único lugar que conheço onde podemos discutir estratégias em equipe é na empresa Junior da ESAG, a ESAG JR. CONSULTORIA. Liderar equipes pode vir com uma semana, um mês ou um semestre, dependendo da pró atividade.
Aprender os pequenos processos de uma empresa é fundamental para nos dar a dimensão de uma operação. Estar dentro de uma empresa já é uma grande oportunidade. Aprender com os gestores maus, que acabam se mostrando e se tornando nossos melhores professores depois de um tempo. Aprender com o mal gestor, que nos mostra como não sermos em nossas carreiras. Conhecer os grandes lideres e aprender com eles a amar a Administração.
Os maiores ensinamentos de um estágio estão nesses pequenos detalhes. Mas para percebê-los precisamos de um pouco de concentração, paciência e muito, mas muito auto conhecimento, para sabermos o tempo exato de discutir, argumentas, expor uma idéias ou se desligar.
Porque saber o momento de se desligar de um estágio burocrático e dar o próximo passo, um salto de qualidade na carreira, talvez seja a primeira grande decisão de um Administrador. Se a empresa é diferenciada, elas nos apoiarão a encontrar algo melhor e que seja compatível com nossa capacidade. Se for uma empresa medíocre, dirá que estagiários são sempre iguais, deixam a empresa na mão sempre que surge uma oportunidade melhor (é lógico) e que agora vão buscar estagiários de ensino médio que são mais humildes e fieis.
Realmente vemos muita falta de profissionalismo dos estagiários. Desde atitudes infantis e insubordinação até decisões que marcarão suas carreiras, como deixar o estágio para passar o verão na praia ou falta deliberadamente, sem comunicar o empregador. Mas todos esses erros são também, uma forma de aprender.
Esse tema Estágio é muito amplo e podemos discutir e trocar idéias sobre ele em várias vertentes, durante muito tempo. Mas o que é certo é que, nós, poderosos ESAGUIANOS, podemos sim fazer a diferença e começar a carreira de forma correta, como a maioria dos mais poderosos Administradores começaram: De baixo, aonde nem a estrutura organizacional (aquelas caixinhas de fósforos) chega.
PS: Escrevi esse artigo do meu estágio.