É com grande orgulho que escrevo esse pequeno artigo.
Empreendedorismo, essa palavra me traz grande alegria porque me faz lembrar alguns grandes empreendedores Esaguianos com quem convivo e aprendi a admirar. Mas antes de citá-los, gostaria de compartilhar como vocês minha visão sobre o empreendedorismo na ESAG.
Acredito que falte muito incentivo tanto educacional quanto institucional para o desenvolvimento e fomento de micro e pequenas empresas em nossa Escola. Deixe-me explicar. Os professores em sua maioria trazem exemplos práticos sobre finanças, marketing e planejamento das grandes empresas globalizadas. Discutimos e refletimos sobre o sistema de custos da Southwest, o posicionamento estratégico da Starbucks ou o planejamento estratégico da Cecrisa (brincadeira). Mas a maioria das soluções que encontramos são de difícil adaptação à realidade da grande Florianópolis. Os slides lidos com grande proficiência em sala nos mostram a teoria do gerenciamento, do planejamento. Mas não a beleza prática do expediente, das soluções encontradas nas adversidades financeiras, burocráticas e até legais. E por isso sabemos como calcular os juros de um empréstimo, mas não sabemos negociar um. Sabemos as premissas do conflito, mas não como de fato resolver um. Poucas são as palestras, artigos, discussões e trabalhos sobre o tema. Lembro-me de uma longínqua Semana Esaguiana ou de alguns projetinhos sobre PE ainda na terceira fase (como passou rápido...)
Apesar da falta de incentivo, algumas pessoas conseguiram planejar e criar suas empresas e por isso merecem destaque. Primeiro, a Lilian e a Alaiana da minha sala (6EX N), exemplos de empreendedoras e gestoras que não medem esforços para alcançar seus objetivos. Suas empresas são exemplos de sonhos concretizados e nos mostram que somos capazes se nos esforçarmos um pouco mais. Outro grande empreendedor da ESAG é meu amigo André Avorio, que me convidou para a festa de inauguração de sua nova empresa, a Blaz. Que orgulho encontrar uma empresa bem planejada e posicionada estrategicamente, num escritório bastante informal, com uma equipe competente e inovadora. Fiquei muito admirado!!!
E você amigo Esaguiano, o que pode compartilhar sobre o empreendedorismo na ESAG? Conhece outros empreendedores (eu sei que muitos existem!)? Acha que a culpa da falta de visão empreendedora é dos professores/direção ou de nós, almofadinhas?

5 comentários:
Penso o seguinte:
O "empreender" depende muito mais do anseio próprio do que do aporte institucional.
Acho que a faculdade pode mostrar os slides com exemplos um tanto distantes de nossa realidade (como as citadas Southwest e Starbuck). Mas tem que estimular os alunos a compreender e questionar aquilo que é repassado.
Concordo que a administração de uma grande empresa difere daquela de uma pequena. Entretanto também acredito eu que a essência da administração seja semelhante/válida para ambas. Acho que deveria ser essa a a preocupação de uma instituição de ensino: capacitar e permitir ao aluno uma compreensão mais efetiva do conteúdo repassado; mesmo que esse conteúdo tenda ao tecnicismo, é o aluno com sua "cachola" em funcionamento que vai transformar o ensinado em algo palpável.
Valeu Felipe. Um abraço que o sono tá batendo.
Concordo com o Marcos e diria até que nossa faculdade é muito mal adminstrada. As fases centrais do curso que deveriam ser as mais práticas, não possuem nada de prática. E as outras fases - básicas e complementares não nos trazem conhecimento teórico sólido, o que nos deixa meio sem parâmetros.
Para corroborar sua opinião, deixo o link de uma matéria que fala exatamente sobre isso:
http://www.administradores.com.br/conteudo.jsp?pagina=noticias_corpo&idNoticia=10786&idCategoria=11
Copiem e colem o endereço acima. Não sei pq o Blogger não transforma ele em link. Meio anacrônico esse sistema.
Quantos empresários houveram na história do mundo? Milhões, certamente, provavelmente mesmo bilhões. Estes são os homens e mulheres que tomam capital -- o próprio ou de alguém -- e usam para gerar mais capital. Alguns fracassam, alguns prosperam e alguns superam toda e qualquer expectativa. Mas o que faz de um individuo um empreendedor? Várias qualidades e habilidades compõe um grande empreendedor, vou citar algumas e dar alguns exemplos de empreendedores que se destacaram.
É fundamental para um empreendedor estimular a sua curiosidade, seja para procurar conhecer mais a fundo as melhores práticas de mercado, seja para saber fazer diferente daquilo que a maioria executa.
O americano THOMAS EDSON, o descobridor da eletricidade, que também inventou a lâmpada e patenteou um total de 1.033 invenções. Seu espírito empreendedor logo Ihe fez enxergar que não bastava criar coisas novas, fazer diferente. Era essencial, também, transformar as suas inovações em negócios, para alimentar e sustentar novas pesquisas. Criou em 1892 uma das maiores corporações do mundo: General Electric, conhecida hoje como GE.
Os grandes empreendedores, em geral, estão à frente de seu tempo. Com uma intuição aguçada, vislumbram o futuro e procuram aproveitar as oportunidades que conseguem identificar antes dos outros. Juntam informações aparentemente desconexas e dão um novo sentido a elas.
LUIZ SEABRA, fundador da Natura, maior empresa de cosméticos dos pais. No início dos anos 70, quando ninguém falava no assunto, ele vislumbrou um negócio na área de cosméticos que ajudasse a promover o bem estar e aumentar a auto-estima das pessoas. Ele foi administrador, idealizador de produtos, vendedor, consultor de estética. A Natura movimenta hoje 1,6 bilhão de reais por ano e gera renda para 300.000 micro emprendedoras que vendem seus produtos.
O empreendedor precisa ter capacidade de detectar oportunidades e de transforma-Ias em negócios de sucesso.
RAY KROC, criador do McDonald's, ao visitar nos anos 50 a lanchonete dos irmãos Dick e Maurice McDonald's, chamou-lhe a atenção a fórmula adotada pela dupla para atrair a clientela - rapidez, limpeza e preço baixo. Pensou que seria um bom negócio multiplicar a lanchonete por meio de franquias. Hoje é a maior rede de fast-food do mundo, com faturamento estimado em 19 bilhões de dólares em 2005 (50 bilhões de reais).
"Não é preciso reinventar a roda para inovar. A criatividade pode se revelar nas coisas mais simples." - AKIO MORITA.
Fundador da Sony, abriu mão de uma próspera indústria de saque construída pela família, para se aventurar no mundo da tecnologia. Começou em uma garagem, quase sem recursos, no Japão do pós guerra os seus rádios transistorizados ganharam fama mundial, eles foram à plataforma para Morita multiplicar as suas inovações: a primeira televisão transistorizada, as pequenas câmaras de vídeo, walkman e o rádio de pilha.
Uma das principais regras de conduta para quem quer empreender com sucesso: nunca deixe nada para depois.
CONSTANTINO DE OLIVEIRA JUNIOR, levou 7 meses para colocar em pé a GOL, empresa área que mais cresceu no país nos últimos anos e que alcançou um lucro líquido de 384,7 milhões de reais em 2004. A GOL não foi apenas nítida na operação, mas também na quebra de paradigmas. Decidida a manter os custos sob controle e os preços acessíveis, a empresa trocou os serviços de comida quente por lanches frios e deu preferência a venda de passagens pela internet. Hoje, opera em 36 rotas nacionais e uma internacional, para Buenos Aires.
Diante de uma decisão arriscada, que pode envolver uma perda ou representar uma grande conquista, a maioria das pessoas prefere ficar onde está, longe da insegurança trazida pelo desconhecido.
Mas o empresário ABRAHAM KASINSKY, gosta de sentir a adrenalina correndo nas veias - e não se pode dizer que ele não colheu bons resultados por isso. Ele começou a trabalhar cedo na Cofap, industria de autopeças fundada por seu pai.
Diz que assumiu, contrariado, a direção da empresa, junto com o irmão. Mas em suas mãos, a Cofap exportou produtos para 97 paises, empregou 35.000 pessoas e o faturamento a1cançou 1 bilhão de dólares
por ano. Em 1998, após vender para um grupo italiano a Cofap, que ele transformou numa marca reconhecida aqui e lá fora, Kasinsky poderia se aposentar. Mas, ao contrario do que seria de ser esperar, ele continuou na ativa.
Em 2004, aos 84 anos, abriu uma fabrica de motocicletas que leva o seu sobrenome, grafado com i, por “uma questão de numerologia”, segundo o empresário. Em cinco anos, a Kasinski abocanhou 53% do mercado nacional de scooters. "Meu principal combustível é a próxima batalha", afirma.
É verdade que a capacidade de sonhar é algo importante para quem quer vencer nos negócios, dificilmente você vai conseguir chegar lá sem transformar seus sonhos em objetivos bem definidos e elaborar uma estratégia adequada para alcança-los.
MIGUEL KRIGSNER, fundador de O Boticário, maior rede de franquias do Brasil. Começou em 1977 com o objetivo de construir no país uma industria de perfumaria, que competisse de igual para igual com grandes casas internacionais, mas que fosse, ao mesmo tempo, acessível a todas as classes sociais. Hoje, eIe transformou o empreendimento numa potencia internacional, que fatura cerca de 1,5 bilhão de reais por ano, em 2.196 lojas do Brasil e 520 no exterior. Disse ele: "Eu tinha um propósito e trabalhei por ele, se tivesse me desviado do caminho traçado desde o inicio não teria feito do Boticário a força que ele e hoje."
É difícil imaginar que alguém sem paixão pelo próprio negócio consiga alcançar o sucesso.
O comandante ROLIM AMARO, que fez da TAM em menos de duas décadas, uma das principais empresas aéreas do país, com faturamento de 4,7 bilhões de reais em 2004. A paixão de Rolim pelo negócio da aviação começou cedo, na década de 50, ainda menino.
Sua estratégia mercadológica: foco no cliente, com oferta de serviços de qualidade. Especialista na arte de cortejar os passageiros, ele os recepcionava com tapete vermelho e sempre que a agenda permitia fazia pessoalmente o check-in.
Sem muita disciplina dificilmente os grandes empreendedores ocupariam o topo, os bem sucedidos não esperam alguém Ihes sinalizar com uma idéia brilhante, eles se põem a trabalhar.
AMADOR AGUIAR, fundador do Bradesco, maior banco privado da América Latina. Filho de agricultores paupérrimos, o banqueiro chegou a dormir em banco de praça e trocar trabalho por um prato de comida. Começou como office-boy do Banco Noroeste, em Birigui, interior de São Paulo. Depois fez carreira na Casa Bancaria Almeida, em Marília, interior paulista, que ele transformou no poderoso Bradesco, cujo patrimônio liquido soma 6 bilhões de reais, diluídos por milhares de investidores que aplicaram em ações da instituição.
Ainda hoje catorze anos depois de sua morte, quem chega a sede do Bradesco, em Osasco, na grande São Paulo, pode ler na entrada a frase
É praticamente impossível se dar bem no mundo dos negócios sem acreditar em seus produtos e sem conseguir convencer o publico de que eles podem fazer a diferença.
ANITA RODDICK, fundadora da The Body Shop, rede de lojas de cosméticos e artigos de higiene pessoal preparados com ingredientes naturais. Num mercado dominado pelas grandes indústrias químicas, Anita construiu uma das maiores redes de cosméticos do mundo, com 2.000 lojas e 80 milhões de clientes, em 55 países. Ela tem uma capacidade inigualável de convencer os clientes não só a comprar os produtos, mas também as suas idéias de defesa radical do meio ambiente.
Uma das características, talvez a mais difícil de cultivar, não é raro encontrar por aí, em todos os ramos de atividade alguém que deixou o sucesso lhe subir à cabeça. Mas, existem aqueles que continuaram a manter a humildade.
Apresentadora americana OPRAH WINFREY, nascida numa pequena cidade do Mississipi, Estados Unidos, alcançou o sucesso em um programa de TV, que está no ar há 20 anos, domina um império na área de mídia e entretenimento, é a primeira mulher negra dos Estados Unidos a entrar no clube dos bilionários e foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do século 20 pela revista Time. A sua humildade e compaixão fizeram dela uma das americanas mais queridas e admiradas do país.
Diz o ditado popular que água mole em pedra dura tanto bate ate que fura. Na arena empresarial, não e diferente. A persistência é essencial para concretizar os seus sonhos.
SAN WALTON, fundador do Wal Mart, maior rede de varejo do mundo, com receita de 219 bilhões de dólares (600 bilhões de reais) em 2004. Ele insistiu sob ataque feroz da concorrência, em sua estratégia de vender mais por menos, para reduzir o custo de vida geral e permitir um melhor estilo de vida para todos. Com persistência e determinação trabalhou como garçom, salva-vidas de piscina e entregador de jornais, para conseguir pagar a faculdade de economia.
É preciso transformar os obstáculos que aparecem pelo caminho em estímulos para seguir em frente. Falar é fácil, o difícil é por em prática. Neste momento os grandes empreendedores encontram uma força interior para prosseguir sua jornada sem jogar a toalha.
ABILIO DINIZ, presidente administrativo do grupo Pão de Açucar. Nos anos 80 em razão da disputa familiar em tomo do comando da rede, o pão de Açucar estava em franca decadência. Teve que fechar 400 unidades, de um total de 622 lojas e demitir mais de 30.000 funcionários. Mas ele foi à luta: "vendeu imóveis, tomou empréstimos, fechou alguns negócios, como os supermercados Jumbo e Minibox e buscou um sócio estrangeiro".
Hoje os resultados enchem os olhos, o lucro líquido em 2004, atingiu 369 milhões de reais. "Foi uma vitória coletiva", diz ele.
Saber vender é uma arte e dominá-la é algo que faz uma diferença brutal para quem está à frente de sua própria empresa.
SAMUEL KLEIN, fundador das Casas Bahia. Chegou ao Brasil em 1952, após a Segunda guerra, adquiriu uma charrete e um cavalo e tornou-se mascate, vendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta. Em cinco anos abriu sua primeira Ioja, fazendo do crédito próprio, que oferecia a clientela, o seu diferencial de mercado. A rede tem 420 lojas e um faturamento anual de 6 bilhões de reais. O segredo do sucesso? "Em primeiro lugar, é preciso ter simpatia. Sem simpatia não se conquistam clientes", diz Klein.
AUTOCONFIANÇA - Acredite em si mesmo
Microsoft, gigante internacional da área de softwares, BILL GATES. Desde adolescente ficava trancado no quarto o tempo todo, lendo um livro depois do outro. Com 13 anos já programava computadores e aos 19 anos fundou a Microsoft, após ter abandonado a universidade de Harvard, guiado pela idéia de que o computador estaria presente em cada mesa de escritório e em cada domicílio, ele desenvolveu, junto com seu amigo de infância Paul AIlen, no começo da década de 80, o sistema operacional Windows, que se tornou uma febre, tanto que 90% dos computadores do mundo usam o programa. Em 2004 faturou cerca de 40 bilhões de dólares (110 bilhões de reais). E ele e considerado o homem mais rico do mundo, com uma fortuna calculada em 50 bilhões de dólares.
Manter boas relações com figurinhas carimbadas é algo que ajuda você a alcançar o sucesso.
NOBERTO ODEBRECH, do grupo que leva o seu sobrenome. Conseguiu no fim dos anos 40 superar as dificuldades que enfrentava, graças às boas relações. Tornou-se parceiro da Petrobrás na década de 50 que foi um impulso fundamental para o grande salto da empresa nos anos 60, quando ganhou a simpatia dos militares, que queriam investir em obras de infra-estrutura. Construiu a sede da Petrobrás no Rio, o Aeroporto Internacional Tom Jobim e a usina nuclear de Angra dos Reis. Fatura 4,5 bilhões de reais por ano e esta presente em 24 países.
Os grandes líderes criam equipes determinadas a defender a sua bandeira e buscar um ideal em comum, conseguem contaminar a todos com a paixão com que tocam seus negócios.
LUIZA HELENA TRAJANO, superintendente do Magazine Luiza, sua capacidade de motivar as pessoas fez com que a receita anual da rede saltasse de 105 milhões de reais em 1992 para 1,4 bilhão de reais em 2004.
Criou o site Toró de Palpites, no qual os funcionários podem opinar sobre qualquer área da empresa, e criou o Disk Denúncia para clientes internos, com linha direta para sua mesa.
"Eu acredito que uma equipe bem alinhada e mobilizada consegue fazer uma empresa melhor, mais lucrativa, não vejo um caminho mais eficiente do que esse para tocar um negócio" - afirma.
É provável que nenhum empreendedor em todos os tempos simbolize tanto a capacidade de transformar os sonhos em realidade quanto Walt Disney (1901-1966). Lá se vão 80 anos desde as suas primeiras criações como desenhista. Mas ainda hoje o seu universo de fantasia seduz crianças e adultos de todo o mundo. O império que formou, cujo faturamento atingiu 22 bilhões de dólares em 2004 (60 bilhões de reais), inclui parques de diversões, estúdios de cinema e uma universidade.
Para alcançar o sucesso, Disney enfrentou muitos desafios. Seu projeto de erguer a Disneylândia em Los Angeles, na Califórnia, foi particularmente duro de emplacar. "Eu queria fazer um parque de diversões com tudo o que um parque tem, mas de um jeito novo", dizia. "Era difícil para as pessoas visualizarem o que eu tinha na cabeça".
Disney, porém, não se abalou. Acreditou em seu sonho e, ao final, conseguiu concretizá-lo. Anos mais tarde, quando lhe perguntaram qual era sua recomendação para alcançar o sucesso, ele respondeu: "Tenha uma boa idéia e persiga-a até que ela se realize do melhor modo".
Todos os nomes citados são de grandes empreendedores de sucesso que superaram qualquer expectativa, não só tiveram sucesso, mas foram alem buscaram novos desafios e venceram. Pergunto pra você leitor e provável jovem empreendedor_Qual a diferença entre você e qualquer uma das pessoas citadas anteriormente? Somente uma, eles fizeram acontecer e você esta apenas começando.
Parabéns pela sua idéia Felipe, sempre critico e atuante, fico feliz em poder compartilhar informações e gerar conhecimento através de uma ferramenta desenvolvida por alguem tão especial.
Super beijos!
Lilian,
muito obrigado pela contribuicao!!!
Com certeza seu post sera usado como artigo.. com os merecidos creditos claro!!!!
Valeu mesmo!!!
Beijos
Felipe
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